“Meu problema, meu orgulho” - um perigo iminente.

Problema bom é problema resolvido, mas há quem diga que problema bom é problema difícil.

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Envaidecer-se com o próprio problema pode ser um perigo. De tanto que se orgulha do próprio infortúnio, pensa-se demais no problema e esquece-se de procurar soluções.

Trago certa autoridade, um infortúnio.

Sempre tomo cuidado para que isso não aconteça comigo. A vida me deu uma rasteira tão violenta que uma cadeira de rodas se tornou meu menor problema.

A autopiedade, de tão sedutora, pode fazer com que a gente queira que outras pessoas também sintam pena. Isso não ajuda a resolver nenhum problema.

A fábula diz que, sem ser notado, um homem entrou no vilarejo à noite.

Enquanto todos dormiam, ele pisava o chão de terra na ponta dos pés, fazendo zigue-zague de árvore em árvore.

Com um barbante dando a volta em cada tronco, fez um grande varal. Pela manhã, distribuiu uma folha de papel e um pregador a cada morador e pediu que cada um escrevesse seu maior problema.

Propôs que todos pendurassem seus problemas no varal e, em seguida, procurassem outro problema e pegasse pra si.

Seu problema teria de ser resolvido por outra pessoa e você teria de resolver o problema de alguém.

O resultado foi que todo mundo procurou, procurou, mas acabou decidindo ficar com o próprio problema.

Por que a gente pode até tentar fugir do problema, mas dificilmente alguém resolve um problema nosso melhor do que a gente.

Pensar em soluções torna a vida menos problemática. E mais bonita.

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